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25 de dezembro de 2015

O NASCIMENTO DO MENINO


Diz o Evangelho: “Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria” Lc 2, 6-7)
            Pois bem, encontravam-se eles ao sul da cidade de Belém. E não distante dali, a claridade da lua permitiu-lhes enxergar uma pedra. José foi verificar de perto. De repente, não conteve um grito de alegria. Havia encontrado uma gruta, bastante ampla, que parecia servir-lhes de abrigo por aquela noite. Deram graças ao Céu. E Maria, apoiando-se nos braços de José, sentou-se ao fundo da incômoda hospedaria.
            E ali Maria deu à luz o Messias prometido, o Rei dos reis, o Filho de Deus. A criança foi colocada na manjedoura. E a Mãe, prostrando-se-Lhe aos pés, adorou o Enviado de Deus, no que foi acompanhada por José.
Uma pergunta: por que Jesus nasceu na minúscula cidade de Belém? Pelo que se denota, foi uma escolha do próprio Deus. É o que se depara das palavras do profeta: “Mas tu, Belém de Éfrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel.” (Mq 5, 1)
            A noite era fria, e a gruta, úmida e escura. Todavia, um boi e o jumento que transportou Maria aqueceram o Menino com o calor de seus hálitos. Ela, que concebera segundo virtude e graça do Espírito Santo, derramava lágrimas de alegria e conversava com o Recém-nascido, indagando-Lhe carinhosamente se devia chamá-Lo Deus, mesmo tendo Ele um corpo de carne; se devia oferecer-Lhe o leite materno; se devia prestar-Lhe os cuidados maternos ou servir-Lhe como escrava.

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