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23 de abril de 2014

PROGRAMA DO DIA 23.04.14 RECEITAS DA DONA COTINHA (62-9223-0277)

ROCAMBOLE DE SAL
Ingredientes: 1 kg de carne moída(acém ou peixinho); 300g de muçarela; 300g de presunto; 1 ovo; 2 dentes de alho; meia cebola ralada; meia xícara de farinha de mandioca; 1 colher rasa de sal.
Modo de fazer: Colocar a carne na bacia; temperar com alho, cebola, sal, ovo e farinha; abrir papel alumínio sobre a mesa e espalhar nele um pouco de margarina; abrir a carne em cima, achatando-a; deixar a carne bem espalhada; colocar o presunto até cobrir a carne; colocar a muçarela em cima do presunto; começar a enrolar com auxílio do papel alumínio, apertando até virar um pavio; pegar outro papel alumínio do tamanho do rocambole já enrolado e colocar ao lado; abrir o papel e retirar o rocambole; passar para outro papel; enrolar, dobrar as pontas; levar ao forno; assar durante 40 minutos à temperatura de 150 graus; retirar do forno, abrir o papel e assar mais ou menos 20 minutos. Sirva-se enquanto quente.

ROCAMBOLE DE DOCE (Massa de pão de ló)
Ingredientes: 3 copos de açúcar pelo vínculo; 3 copos de farinha de trigo; 9 ovos; 1 copo de leite americano; 1 colher bem cheia de pó royal.
Ingredientes do recheio: 1 lata de leite condensado; 2 de leite de vaca na mesma medida; 1 saquinho de coco ralado.
Modo de fazer: Colocar na batedeira ou no liquidificar; colocar as gemas dos 9 ovos; colocar o açúcar; bater até ficar cremoso; pôr o leite; despejar de leve a farinha; desligar a batedeira(ou liquidificador); colocar o pó royal; pegar as claras dos 9 ovos e bater até ficar em neve; despejar em cima da massa; mexer levemente; não misturar demais; colocar no tabuleiro untado e enfarinhado; levar ao forno à temperatura de 150 graus; assar até ficar corado, sem abrir o forno; retirar do forno e deixar esfriar; pegar o tabuleiro e passar uma faca nas bordas, retirando o bolo com auxílio das mãos; colocar em pano de prato limpo e úmido, deixando o lado de cima para baixo; molhar com o recheio até ficar bem molhadinho; com o auxílio do pano de prato, vai enrolando até virar pavio; abrir o pano de prato, retirar o rocambole, colocá-lo numa bandeja.
Modo de fazer o recheio: numa panela, colocar o leite condensado e o leite de vaca; ferver um pouco; desligar o fogo; colocar o coco.
Cobertura: se quiser fazer cobertura: numa panela, colocar 1 latinha de creme de leite, 1 copo de açúcar e 4 colheres de tody; levar ao fogo e mexer até ver o fundo da panela; cobrir o rocambole enquanto quente.

9 de abril de 2014

O DESBRAVAMENTO DA REGIÃO PASSA QUATRO

Naquele tempo, toda a região que abrangia a Água Vermelha, Aborrecido, Gamela, Passa Quatro, Rio Preto, Rio dos Bois, Buriti, Matoso era coberta por matas virgens, cerrados fechados e campos limpos, e bichos silvestres. Havia pouca gente, distribuída por algumas fazendas já estabelecidas. O único trabalho existente era o desbravamento do sertão, a fim de abrir lavoura e organizar fazendas, com sede, construção de cercas de arame e pastagem para a criação de gado.
          Ninguém falava ainda em erigir uma povoação na redondeza, porém o desconforto já se fazia sentir de forma preocupante. Debatia-se a questão da quase inexistência (e da precariedade) de bens e serviços, medicamentos e tecidos para o consumo da população rurícola, bem como produtos de primeira necessidade para o desenvolvimento do trabalho nas fazendas, principalmente arame e sal, que só eram encontrados em localidades distantes. E além do mais, a aquisição desses produtos era dificultada pela falta de estradas e pela ineficiência dos meios de transporte. Estes, os transportes, se faziam no lombo de cavalos ou em carros de bois. Muitas vezes, a pé.
          No campo da educação, a grande maioria dos habitantes da região era analfabeta. Não havia escola nem mesmo uma conscientização a respeito do assunto. Aliás, o pensamento generalizado no meio rural do início do século vinte era da inteira desnecessidade do estudo. O que se ouvia dos patriarcas das famílias (por que também eram analfabetos) eram as colocações: “Estudar filho pra quê? Pra tocar roça? Precisa não. Bobagem. Nem eu nem a Maria estudou e nem por isso a gente passa fome! Fulano de tal tá rico, não tá? Pois é, vê se ele estudou? Não foi preciso.”  
          A saúde era precária. Somente nas cidades como Bonfim, Campo Formoso, Bela Vista, numa distância de beira de oito léguas, que o socorro era buscado. A condução era o lombo do cavalo. Se se precisasse de um médico com urgência, era necessário despachar um emissário puxando um cavalo para proporcionar transporte ao profissional da medicina. Isso se achasse um disponível e com coragem, e saúde, para viajar tão longe, ida e volta. Por causa disso, as pessoas utilizavam os recursos caseiros, como chás, banhos, emplastos, benzimentos, raízes e os serviços dos curandeiros. 
          As causas das mortes normalmente eram: morte repentina, quando a pessoa morria de repente sem causa conhecida; morte por sangramento, quando não se conseguia estancar o sangue da parturiente ou do acidentado; morte de dor, quando o doente agonizava até o fim sem nada que aplacasse os seus ais; colapso, quando o doente que sofria do coração morria de ataque fulminante (era grande o número de pessoas que morriam de doença de chaga); congestão, se a morte tinha como origem algum mal do estômago. Doenças que podiam causar a morte: crupe, nó na tripa, coqueluche, meningite, paralisia, mordida de cobra e de cachorro doido. Doenças não matadoras, mas muito comuns e que deixavam marcas visíveis: lombriga e papo. Em quase toda casa havia pelo menos uma pessoa que tinha papo. Lombriga, então, era difícil encontrar alguém que não estivesse infetado. 
(Do livro SÃO MIGUEL DO PASSA QUATRO - O nascimento de uma cidade, de Elson G. Oliveira)

2 de abril de 2014

Entrevistados do Programa do Dia 02-04-2014

Elson Gonçalves  Éder Carvalho, Marcelo, Iracema e Flávia(no fundo).

PROGRAMA DO DIA 02.04.14 RECEITAS DA DONA IRACEMA CARVALHO

MANÉ PELADO Ingredientes: 2 pratos de massa de mandioca ralada; 1 prato de queijo curado e ralado; meio prato de açúcar; 250g de manteiga de leite; 5 ovos; 1 prato de coalhada ou 1 copo de leite. Modo de fazer: Espremer a massa para retirar um pouco da água; colocar os ingredientes; misturar e pôr para assar em forma untada; se quiser pode acrescentar farinha de coco. Mais: O Mané Pelado pode ser feito em tabuleiro ou enrolado em folha de bananeira, antigo pau-a-pique. BROA DE FUBÁ DE CANJICA Ingredientes: 4 copos de fubá de canjica; 1 copo de polvilho; 1 copo não cheio (menos 3 dedos) de açúcar; 1 copo de óleo; 1 copo d’água; 1 copo de leite; 1 pitada de sal; mais ou menos 5 ovos. Modo de fazer: Ferver a água, o leite, o óleo e o açúcar, tudo em uma mesma panela; colocar o fubá na mistura fervendo; mexer até virar angu e despejar em uma vasilha; colocar o polvilho no angu; misturar o polvilho e desligar o fogo; despejar na vasilha; deixar esfriar um pouco; amassar com ovos; modelar as broas, passá-las no fubá e pôr para assar em forno quente.