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29 de outubro de 2014

Entrevistado do Programa do Dia 29-10-2014

Junio Vieira e Nosso Apresentador Elson Gonçalves

A MORTE, UM ENIGMA INDECIFRÁVEL? A VIDA ETERNA É REAL?

Verdade que a morte é acontecimento real sobre o qual não incide dúvida alguma. Somos mortais. Ninguém ficará para semente. E pode acontecer a qualquer momento, quando menos se espera.
Mas, afinal, o que é a morte? Enigma indecifrável? Com a morte tudo se acabará? O que será depois que a vida chegar a termo? Por que não nos é revelado o dia da nossa passagem para a outra vida? Por que não somos eternos? Ou somos? A vida eterna é real?
Uma coisa é certa: é no nascimento que o vivente começa a morrer. Diariamente, milhares de pessoas morrem por doença, velhice, acidente, desavença, guerra, fome, catástrofes da natureza. Apesar de tudo, a vida continua. E é imperioso que continue, para que cada qual tenha a oportunidade de cumprir o papel que lhe é confiado por Deus.
Sabe-se que a morte está sempre rondando o piscar de olhos de cada um de nós. No entanto, ao mesmo tempo em que se tem essa certeza, o homem trabalha e planeja a sua vida como se ela não existisse. Melhor assim. Aliás, não podia mesmo ser diferente.
Se o homem soubesse o dia do seu óbito inevitavelmente todas as suas atividades, planejadas ou não, estariam comprometidas, seria o caos total. Melhor do jeito original que o Criador operou. Ele é o autor da vida, a expressão da razão e da verdade e o caminho da perfeição.
No correr da existência aprendi que a eternidade é real, e a morte, a porta de entrada para o acesso a essa nova etapa da vida. Quando a pessoa morre, parte deste mundo com destino à vida eterna. Não levará nada material consigo e ninguém poderá acompanhá-lo nessa travessia. E nada se poderá saber a seu respeito. É o momento do inevitável encontro da criatura com o Criador. A apresentação ao juízo divino se dará de forma pessoal e individualmente, onde acontecerá a prestação de contas dos atos aqui praticados.

22 de outubro de 2014

Entrevistados do Programa do Dia 22-10-2014


DEUS EXISTE?

Há pessoas que defendem a ideia de que Deus não existe. Acham que hoje em dia o que realmente interessa é a técnica, a ciência, o desenvolvimento, o próprio homem... Pensadores há defendendo a tese segundo a qual cada vez mais se torna evidente que tudo funciona sem Deus. Sustentam como verdadeiro que o mundo existiu, existe e sempre existirá e que não há nenhuma necessidade de provar que foi criado por um Ser Superior. A evolução natural da matéria foi que fez surgir o mundo e o homem.
No entanto, nós cremos na existência de Deus como criador da natureza, do homem e de todas as coisas. Um Deus que comanda todo o universo. Um Deus que a gente sente no coração, que nos faz emocionar e mudar de vida em direção ao bem. Um Deus que criou o homem para manifestar e comunicar a sua infinita bondade. Um Deus misericordioso que deseja a felicidade eterna para a criatura por Ele inventada. Um Deus que diante da fraqueza manifestada pelo ser criado estabeleceu um plano de salvação a fim de recuperá-lo, porque quer tê-lo ao seu lado para toda a eternidade. Um Deus que fez um mundo perfeito, mas que o homem se encarregou de deturpar.
Nesse sentido, o ser humano é a imagem e semelhança do Criador, com a missão de dar continuidade à sua obra criadora. A miséria e a opressão entraram no mundo não por culpa de Deus, mas do homem.

15 de outubro de 2014

Entrevistados do Programa do Dia 15-10-2014


MY FRIEND

MY FRIEND
- Cinco mais seis?
- Onnnnze!!!
- Sobe quanto?
- Ummmm!!!

- Sete para seis?
- Não dáááá!!!
- O que eu faço?
- Toma emprestaaaado!!!...
Cabeceira do Rio do Peixe. O Grupo Escolar sozinho plantado no meio do mato. O local fora cedido pelo fazendeiro, para que a Prefeitura construísse o educandário.
Prédio já antigo, janelas meio descanhotadas e paredes esburacadas por fora, mordiscadas pelos dentes roedores dos cavalos e das éguas dos vizinhos que ali faziam recreio à procura de sal.
Goteirava. Tempo de chuva pegada era um deus-nos-acuda. A gurizada sofria horrores. Sei lá se sofria, menino importa lá com essas coisas? Não havia quem desse venção na tapagem das goteiras, pois os estilingues dos marmanjos não davam trégua. O professor bem que danava, ameaçava de castigo, chegava a pôr os mais danados ajoelhados em cima de grãos de milho com os braços abertos. Mas no que descuidava um pouquinho a chuva chegava, vazava nos buracos das telhas e molhava todo mundo. Era uma farra.
Professor era um só, para atender desde o prezinho até o quarto ano. Enquanto a turma do fundo da sala recitava em voz alta o bê-a:bá, bê-é:bé, bê-i:bi..., outro grupo copiava a lição da cartilha toda esmolambada; outro ainda escrevia no quadro-negro desbotado e rachado as operações aritméticas elementares.
O mestre ia e vinha de bicicleta, pedalando morro a cima ou apreciando o doce ventinho batendo na maçã do rosto morro a baixo. Morava meio longe, distante uns dois quilômetros. Chuva ou sol e a jornada se repetia anos e anos seguidos.
Jamais reclamava. Não via motivos. Por que reclamar, se aquela era a vida que havia pedido a Deus? Finalmente, aposentou-se. O estresse da sala de aula acumulado ao longo dos anos, como a insistente gota d’água que mesmo na rotina preguiçosa transborda o recipiente, fê-lo envelhecer precocemente.
O velho professor nunca pôde possuir um automóvel. Nem de segunda mão. O dinheiro do mês era minguado, mal dava para comprar o arroz, o feijão e alguma mistura a mais para garantir o sustento da família. A descendência aumentava a cada ano.
Mesmo assim era feliz. Enchia-se de satisfação na sua bicicleta, rodando para cima e para baixo, sorrindo e cumprimentando a todos e chamando-os de “My friend”, exibindo no peito a garbosa camisa do Vasco da Gama, seu time preferido. Feliz principalmente porque havia comprado bicicleta nova, a décima sétima de todo o decorrer de sua existência. Achava-se um sortudo.
(Do livro Causos Incautos - de Elson G. Oliveira)

12 de outubro de 2014

CRIANÇA

Criança lembra o alvorecer da vida,
lembra vigor físico,
lembra disposição pra correr pra lá e pra cá...
Criança lembra uma bola chutada em direção incerta
e quebrando uma vidraça...
Criança lembra boneca, caminhãozinho de brinquedo, picolé, bombom...
Criança lembra sorriso, alegria, inocência, pureza, simplicidade...
Criança lembra esperança, renovação da vida,
Criança lembra a convivência do papai e da mamãe,
dos irmãos, do vovô e da vovó, dos titios e das titias, dos priminhos...
Criança lembra carinho, afeto, amor...
Criança lembra família!...

Criança é um novo projeto de Deus.
Criança lembra evolução da criatura imaginada pelo Criador!...
Criança lembra escola, lembra educação.
Criança lembra jesus menino nos braços de Maria...
Criança é a garantia do futuro de uma nação...
Criança é a grande aposta do Brasil...
Parabéns, criança!...

8 de outubro de 2014

OS DIREITOS DA CRIANÇA

O primeiro importante passo dado pela humanidade para reconhecimento dos direitos da criança foi a aprovação pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 20 de novembro de 1959, da Declaração dos Direitos da Criança, condensada em dez princípios, a saber:
1º) direito à igualdade, sem distinção ou discriminação;
2º) direito à proteção especial para o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade;
3º) direito a um nome e a uma nacionalidade;
4º) direito à alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas;
5º) direito à educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente;
6º) direito ao desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade;
7º) direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário;
8º) direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofe;
9º) direito à proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração, inclusive contra ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral;
10º) direito à proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza, e a crescer num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.

1 de outubro de 2014

Entrevistados do Programa do Dia 01-10-2014

Magna Assis e Nosso Apresentador Elson Gonçalves

VOTO

Através do voto se chega ao poder
Investido de poder o cidadão é autorizado
a administrar os interesses coletivos
a dar ordens, interferir na vida das pessoas
fazer leis e governar
Voto é um instrumento concedido
para ser usado em defesa da família
da sociedade, do meio ambiente
dos direitos fundamentais
dos valores religiosos e do Estado
Por isso voto não tem preço
Não pode ser negociado
Não é mercadoria que se compra na esquina
no mercado ou na feira
Não deve ser vendido nem trapaceado
Voto tem valor sagrado (é responsabilidade moral de quem vota)
A banalização do voto
é caminho aberto para a corrupção
é desserviço à humanidade
Não se sabe quem comete maior crime:
se aquele que compra
ou aquele que vende
Através do voto se mede o caráter
o senso de honestidade
a reação de uma comunidade
a pretensão de uma nação...
Ah se todos soubessem disso!
(Ah se todos fossem cobrados por isso!)
(Do livro A POESIA EM TRÊS DIMENSÕES, de Elson, Antonio Gomes e Terezinha Corrêa)